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242b – TEMA: Nós Perante a convivência familiar - conclusão

CVDEE - Centro Virtual de Divulgação e Estudo do Espiritismo
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Temas destinados à Família e à Educação no Lar


TEMA: Nós Perante a convivência familiar
Conclusão

Ois, Lindinhos e Lindinhas, esperamos que tudo na paz 🙂

O tema da semana que passou não há como se dar uma conclusão, posto que se refere a uma reflexão individual de cada um perante si mesmo e perante a sua convivência (seja familiar, social, de trabalho, escolar, etc).

Tem um texto que gosto muito de ler e reler, que, embora seja do livro Conflitos Conjugais, da Dalva Silva, a reflexão vai além , vai para o âmbito da convivência mesmo. Coloco-o abaixo junto com outro do André Luiz que se refere à experiência doméstica.

Um sábado paz e luz

beijocas mineiras com carinho no coração

Equipe Educar CVDEE



01 - "A família é uma escola sublime de almas imortais. As luzes que diariamente se acendem em nós pelas lições incessantemente renovadas, no reduto do lar, descortinam o horizonte vasto do progresso que nosa guarda além dos sofrimentos que atravessamos.

Precisamos aprender a ver nossa vida de um ponto mais alto, descortinar mesmo os horizontes que o estudo espírita pode nos proporcionar, percebendo que o sofrimento vivido hoje, se bem aproveitado, será importante peça na construção do amanhã de paz.

Por que ver as coisas do ponto de vista acanhado das limitações físicas, quando o Espiritismo já ampliou tanto as nossas possibilidades de percepção da grandiosidade do Universo, das chances que se renovam na reencarnação, da magnitude das leis que regem a vida, conduzindo o hoem à sua destinação sublime?

Por que ver como fardo pesado o agrupamento humano a que nos ligamos na experiência que a encarnação nos propicia?

Por que considerar o corpo físico mais do que o intrumento valioso de reajuste dos relacionamentos pretéritos e ferramenta de trabalho para o polimento da alma?

Por que interpretar os fatos como se somente nós tivessemos as luzes da destinação de cada um?

Afinal, por que querer que Deus nos dê conta de seus desígnios?

Há momentos em que os fatos da vida, todos sob a direção indefectível do Eterno Bem, funcionam como o fogo que permite a moldagem dos metais e agem sobre nossa alma de maneira dolorosa, mas permitem que nos tornemos flexíveis às novas diretrizes e às retificações necessárias.

Humildade é receita para o dia a dia. A síntese luminosa do Evangelho há séculos nos conclama a amar até os inimigos; a perdoar setenta vezes sete vezes; a andar dois mil passos com aquele que nos pede a caminhada de mil; a entregarmos também a túnica ao que nos leve a capa. Por que não praticarmos isso entre as quatro paredes que nos guardam em segurança nos caminhos do mundo?

É a caridade a porta estreita e difícil, exigindo renúncia ao acomodamento a que nos habituamos. Ela é nossa possibilidade de recuperação do tempo, a chance do melhor aproveitamento das horas.

Estejamos confiantes, pois, em nossa lluta. A leid e Deus nunca se engana, estamos no lugar certo, com aqueles a quem devemos amar. A dor nunca bate em porta errada. Percebamos o conflito em família como recurso precioso ao nosso entendimento ainda vacilante e consideremos o amor a argamassa indispensável à consolidação da fé que, por hora, apenas bruxuleia qual tênue chama no imo de nossos corações, ameaçada com os vendavais da emoção em desequilíbrio que ainda alimentamos"(Espírito: Leopoldo Machado. in: Conflitos Conjugais. Edicel)



02 - EXPERIÊNCIA DOMÉSTICA

(Espírito André Luiz)



Ordem, trabalho, caridade, benevolência, compreensão começam dentro de casa.



A parentela é um campo de aproximação, jamais cativeiro.



Aprendamos a ouvir sem interromper os que falam à mesa doméstica, a fim de que possamos escutar com segurança as aulas da vida.



O lar é um ponto de repouso e refazimento, nunca mostruário de móveis e filigranas, conquanto possa e deva ser enfeitado com distinção e bom gosto, tanto quanto possível.



Quem pratica o desperdício, não reclame se chegar à penúria.



Benditos quantos se dedicam a viver sem incomodar os que lhe compartilhem a experiência.



Evite as brincadeiras de mau gosto que, não raro, conduzem a desastre ou morte prematura.



O trabalho digno é a cobertura de sua independência.



Aconselhe a criança e ajude a criança na formação espiritual, que isso é obrigação de quem orienta, mas respeite os adultos em suas escolhas, porque os adultos são responsáveis e devem ser livres nas próprias ações, tanto quanto você deseja ser livre em suas idéias e empreendimentos.



Se você não sabe tolerar, entender, abençoar ou ser útil a oito ou dez pessoas do ninho doméstico, de que modo cumprir os seus ideais e compromissos de elevação nas áreas da Humanidade?



Muitos crimes e muitos suicídios são levados a efeito a pretexto de se homenagear carinho e dedicação no mundo familiar.



(Livro _Sinal Verde_ _ Francisco Cândido Xavier _ Espírito André Luiz)

Equipe Educar - CVDEE
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Conclusão