E a vida continua

018 – Capítulo 18 – O retorno

Centro Virtual de Divulgação e Estudo do Espiritismo – CVDEE

Sala de Estudos André Luiz

Livro em estudo: E a vida continua (Editora FEB)

Autor: Espírito André Luiz, psicografia de Francisco Cândido Xavier

Tema: Capítulo 18 – O retorno

Estudos

Enfim, a volta.
Ambos, Evelina e Fantini, manifestavam o contenta­mento de crianças em festa.
A primeira vinda ao lar, após dois anos.
Às despedidas, antes de se incorporarem à reduzida equipe de companheiros que tornariam ao domicílio ter­restre em condições iguais às deles, recolheram de Ribas a recomendação:
— Vocês representam nossa cidade, nossos costu­mes e princípios, portem-se na base do novo entendi­mento. Se precisarem de auxílio, comuniquem-se co­nosco pelo fio mental.
Um abraço e os votos de felicidade para a viagem.
Quando o veículo pousou rente à Via Anchieta (1), no ponto em que a estrada se bifurca, descerrando ca­minho para São Bernardo, o pequeno grupo dispersou-se.
Cada excursionista era um anseio itinerante, cada qual um mundo vivo de saudades.
O dirigente da caravana e responsável pela viatura marcou regresso para o dia seguinte. Que os viajantes se reunissem, ali mesmo, esgotado o prazo de vinte horas.
Nossos amigos respiraram, maravilhados, o vento brando que os saudava. Surpresos. Felizes. Custavam a crer estivessem na entrada de São Paulo.
Embevecidos, contemplaram o céu lavado e imensa­mente azul do entardecer de maio. Em torno, rajadas de frio neles fixavam recordações de tempos idos. Ca­minhavam sob fascinante júbilo a lhes povoar o coração.
Era, sim, a cidade para eles familiar, a terra que amavam... Inalavam sôfregamente o aroma das flores e sorriam para os ocupantes dos carros que, naquele fim de sábado, desciam para Santos.
Evelina, que trazia a mente e o coração absorvidos pela imagem do esposo, em certo trecho do caminho perfilou-se diante de Ernesto, qual se buscasse nele um grande espelho, e indagou com ternura ingênua que opi­nião era a dele, na posição de homem, quanto à apresen­tação dela. Queria estar nas mesmas características de simplicidade e bom gosto, com que o marido estimava encontrá-la no refúgio doméstico. Sabia que a situação era outra. Serpa não lhe identificaria a presença, do ponto de vista material, tanto quanto lograria vê-lo; no entanto, ouvira dizer que as pessoas saudosas enxer­gavam os amados distantes com os olhos da alma, qual se trouxessem um televisor no pensamento. Se Caio ti­vesse emoções e ideias concentrados nela, certamente lhe registraria os afagos, ainda que para ele tudo não passasse de simples memória.
Ernesto riu-se ao ouvi-la e elogiou-lhe a perspicácia.
Fitou-lhe o penteado e o rosto, pediu reajuste nas dobras do vestido e aprovou os sapatos, à feição de um pai, encorajando a filha para a exibição num baile de debutantes. Depois, acusou-a com graça, asseverando que não lhe toava bem tão alta demonstração de co­quetismo.
A senhora justificou-se, assegurando-se convencida, quanto às preferências do esposo.
Ambos, em suave tête-à-tête, já pisavam o bairro do Ipiranga, onde Evelina esperava encontrar o compa­nheiro na mesma casa que lhe fora teatro à ventura. De chofre, eis que se lhe transfere a alegria para a in­quietação. À medida que se avizinhava do ninho antigo, oprimia-se-lhe o peito. Mesclava-se-lhe o regozijo com imprevista angústia. E se Caio não estivesse na altura em que ela o situava, amoroso e fiel? A dúvida cravou-se-lhe no espírito, como estilete envenenado que lhe varasse as entranhas.
— Ernesto, você tem alguma intuição, quanto ao que nos espera? Imagine você que, justamente agora, estou amedrontada, tenho as pernas bambas...
— Emoção.
— Que mais?
Fantini deitou um olhar de funda gravidade para a companheira e glosou:
— Evelina, você recorda nossas lições para Man­cini?
— Como não? Mas, que tem isso a ver com o nosso problema?
— Meditemos. Por meses e meses, temos falado a Túlio, você de modo especial, relativamente às coisas da alma... Abnegação, compreensão, serenidade, pa­ciência... Ensinamentos dados e recapitulados, ilações e repetições...
— Sim...
— Você não admite que o Instrutor Ribas, com tantas explicações sobre amor e casamento, serviço e espiritualidade, para nós dois, não terá feito o mesmo, a nosso benefício? não acredita que ele, o dedicado amigo, conversando, às vezes de maneira exaustiva, não estaria sendo para nós um professor, enxergando longe?
— É... é...
— Estejamos preparados para mudanças...
A senhora desconversou. Mudou de assunto. Asse­verou-se receosa, algo fatigada. Se possível, aceitaria algum descanso. Não desejava acercar-se do marido com qualquer indício de mal-estar.
Ernesto propôs alguns minutos de repouso nos jar­dins do Museu. (2)
Rumaram para lá, acolhendo-se ao pé de fonte ami­ga, cujas águas pareciam guardar o poder de asserenar­-lhes os pensamentos.
Como que contagiado pelos temores da companheira, Fantini, de repente, acusou-se amuado.
No exato ins­tante em que se abeirava da mulher e da filha, esmore­cia-lhe o entusiasmo que a romagem lhe causava. En­simesmou-se. Evelina percebeu e passou a falar de ale­gria e esperança, encarecendo o mérito das ideias posi­tivas. Assinalava ele as frases de vigorosa confiança a se derramarem no verbo da moça que se lhe fizera irmã e amiga, incapaz de alhear-se da taciturnidade que o acometera de súbito.
A senhora Serpa, discreta, silenciou e, por fim, de­clarou-se disposta ao trecho final da viagem.
Cavalheiroso, Fantini prometeu assisti-la, em seu primeiro contacto com o lar. Que ela verificasse o am­biente doméstico. Se tudo lhe respondesse à expectativa otimista, viesse até ele que lhe aguardaria, nos arredo­res, o aviso conveniente e, então, deixá-la-ia com o es­poso, até o dia imediato, enquanto que, ao mesmo tempo, se arrancaria para a Vila Mariana, onde contava rever a família.
Evelina concordou; não lhe aprazia ficar a sós, nem lhe prescindia do apoio.
Seis horas da tarde. A moça não mais via o céu paulistano, nem o casario, nem os transeuntes.
Coração aos pulos, aproximou-se do lar.’ Atravessou o pátio de acesso e tateou a porta de entrada que lhe facilitou a passagem. Algo lhe dizia no íntimo que Serpa estava em casa e seguiu à frente. Tremia, assustada. Inspe­cionou a peça em torno. A sala era a mesma, com pe­quenas alterações no mobiliário do seu tempo. Ao lado, o estreito escritório do esposo, entremostrando as cor­tinas abertas. Penetrou aí com a unção de quem avança, passo a passo, pelos recantos de um santuário. Os livros em ordem. De inopino, surgiu-lhe à observação, atalaiada por diminuto vaso de flores, uma foto de mulher. Vasculhou as paredes, buscando o retrato dela própria, segundo velhas lembranças, mas não viu nem sinal. Acusou-se apunhalada por impressões negativas. Tur­vou-se-lhe o raciocínio. Fora substituida, decerto. Sen­tia a cólera prestes a explodir-se em crise violenta de lágrimas; no entanto, ganhou forças para rearticular nos próprios ouvidos as palavras do Instrutor: «portem-se na base do novo entendimento».
Contrafeita, alcançou o interior, surpreendendo pe­queno jardim de inverno, que ela mesma instalara junto à copa, e o quadro de amor com que não contava: Serpa e a jovem da fotografia que examinara momentos antes. Caio acariciava a destra da moça entre as mãos, num gesto de ternura que ela, Evelina, conhecia à sacie­dade.
Entre revolta e pesar, ensaiou movimento de recuo. Terríveis calafrios lhe agitavam as fibras da alma, qual se estranha lipotimia a subjugasse de todo, anunciando-lhe nova morte. Quis correr e denunciar-se, ao mesmo tempo, gritar e afastar-se, para esconder a imensa dor no peito de Fantini, mas não pôde. Sem ser percebida pelos dois namorados, não teve outro remédio senão se acomodar em cadeira próxima, intentando refazer-se. Inquirições confraditórias lhe subiam à cabeça.
Quem era a desconhecida? a mesma que lhe tortu­rara o espírito, com os bilhetes endereçados a Serpa, adornados com beijos coloridos a carmim? Caio protes­tara-lhe amor eterno, durante os últimos dias da sua permanência no lar e a que título rompera os votos que ela mantinha por relíquias do coração? a que laços novos ter-se-ia entregue o companheiro? estaria casado ou se conservava menos responsável, à maneira do ho­mem que brinca com os sentimentos alheios, menospre­zando a vida? que lhe reservava o futuro?
Fitou ambos os circunstantes, francamente assom­brada com a indiferença que revelavam diante dela. Pela primeira vez, depois da grande libertação, verifi­cava que os sentidos físicos se enquadravam a limites rigidamente determinados, porqüanto Caio e a compa­nheira, muitas vezes, pousavam nela o olhar sem que a vissem; era, no entanto, obrigada a enxergá-los e ouvi-los, como qualquer pessoa terrestre comum, desde que não se arredasse dali.
A senhora Serpa agoniava-se. Apesar do anseio de omitir-se, desertar, a emoção como que lhe interceptava os movimentos.
De alma ferida, notou que o marido dirigia à outra aqueles mesmos olhares de carinho envolvente que lhe haviam pertencido. E mais. Reconheceu o fio de pé­rolas que lhe fora presente de noivado, oferecido por ele mesmo, enfeitando o colo da rival. Chorou, irritada.
Evelina, no entanto, embora trouxesse os pensa­mentos conflagrados, não mais lograva desfazer-se da sutil vinculação com ensinamentos da cidade espiritual que passara a se lhe erguer em residência. Por isso mes­mo, percebia-se analisada no aproveitamento das lições que aprendera ao contacto de Ribas e de outros amigos da Vida Maior. Lembrou-se de Túlio, a quem tão repetidamente ensinara o desapego afetivo, e admitiu-se em condições de egoísmo e inconformidade, talvez muito piores que as dele. Recorreu à prece, diligenciou humi­lhar-se, lutou contra si própria, concluindo que Caio desfrutava o direito de ser feliz como desejasse. Aos poucos, muito aos poucos, conseguiu acalmar-se, de al­gum modo, e começou a escutar o diálogo que se desdo­brava, ativo, rente a ela.
— Você, Vera — blasonava o advogado, risonho —, achou em mim um homem pacato e sincero, deve orgulhar-se disso.
E como explica você o caso daquela dama inde­sejável no escritório?
— Não me venha com ciúmes. Um causídico não seleciona clientes à porta, sou um homem do povo e não posso negar-me.
— Quer dizer que não tenho o direito de zelar por nossas relações.
— Quem falou isso?
— O telefonema que recebi dessa lambisgóia me deixou arrasada; o que ela me disse de você...
— Se dermos atenção a tudo o que se comenta a nosso respeito, a vida seria impraticável.
— Mas eu não estou agüentando mais.
— Ora, ora, agüentando o quê?
A jovem que Serpa designava por Vera caiu em pranto. Ele atraiu-a de encontro ao peito, sob os olhos espantados de Evelina, e sussurrou-lhe aos ouvidos, de­pois de beijá-la, várias vezes, na face:
— Tolinha! A felicidade não é flor que se adube com lágrimas. Anime-se! sou seu e você é minha... E daí?
— Se ao menos estivéssemos casados, se ao menos pudesse usar seu nome, saberia como proceder com essas mulheres que infernizam a nossa vida...
— Bobagem!... Você exagera tudo, já disse que caso com você; não sou homem sem palavra...
— Há quanto tempo espero!
— E há quanto tempo, também eu, aguardo solução ao problema de sua casa? Você não há de querer que eu viva carregando uma sogra louca!...
— Minha mãe é uma infeliz, não podemos desam­pará-la...
Já falei. Meta essa velha no hospício, que ela já aproveitou a vida dela, agora temos de viver a nos­sa. .. Hoje, iremos ao Guarujá, quero ver o negócio por mim mesmo.
A jovem chorava copiosamente por resposta. En­quanto Serpa lhe acarinhava os cabelos, tentando con­solá-la, Evelina cobrou ânimo e arrastou-se para fora. Tinha sede da presença de Ernesto, ansiava retomar-lhe a companhia. Impossível demorar-se no lar que reco­nhecia haver perdido, para sempre.
Balda de autocrítica, à face da superexcitação de que se via possuída, tão logo se viu na rua clamou pelo amigo em voz estentórica, e, quando Fantini repontou à frente, atirou-se-lhe aos braços, qual criança desar­vorada.
— Ah! Ernesto, Ernesto!... Não suporto mais!...
O companheiro conduziu-a discretamente para um banco do pátio, compelindo-a a voltar caminho andado e, sentando-a junto dele, escutou a narração de toda a ocorrência que a senhora, amarrotada, fazia entre so­luços.
Fantini compadeceu-se, procurando olvidar as pró­prias apreensões. Não atinava com as razões da ter­nura que o levava irresistivelmente para a senhora Ser­pa; no entanto, aquele tempo de graves experiências, vividas por ambos em comum, convertera-o, para ela, num amigo incondicional. Ouvindo-a, compartia-lhe a dor, tomava-lhe o partido. Esquecia-se. Enternecido, esforçou-se por asserená-la, expondo, conselheiral:
— Justo que assim seja, Evelina. Caio é jovem. Você e ele não formavam um casal de velhos, qual me acontece com Elisa. Admito que ele terá um lugar no coração, particularmente reservado para você, mas de­certo experimenta as necessidades do homem comum...
— Mas a moça que está com ele é a mesma Vera que lhe escrevia os bilhetes de meu conhecimento.
A mesma!. .. Isso mostra que ele era infiel antes de nossa separação e prossegue infiel até hoje...
Ernesto, afagando-lhe a cabeça num gesto paternal:
— Tenho pensado... pensado... Não acredita você que a morte nos entregou a nós mesmos e que Deus nos concedeu benfeitores abnegados, e estes nos ampara­ram e esclareceram a fim de podermos enfrentar as ver­dades que hoje estamos vivendo? que teremos feito da existência no mundo? um curso de egoísmo ou um apren­dizado de abnegação?
A voz dele estava encharcada de pranto íntimo.
— Teria você um esposo para amar ou para con­verter num objeto de enfeite? falamos tanto em devota­mento, quando jungidos ao corpo terrestre!... Não será depois da morte o tempo mais propício à demonstração de nossas juras? não haverá chegado o instante em que Serpa mais necessita de consideração e carinho?
Não tanto pelas palavras, mas pelo tom em que foram ditas, viu-se a moça inclinada à piedade.
Na tela da imaginação, começou a julgar o marido sob novo prisma. Caio era um homem jovem e os desíg­nios do Senhor mantinham-no vinculado ao envoltório físico. De que modo reclamar-lhe um roteiro de auste­ridade afetiva para o qual se achava ainda tão longe? Estivera reclusa, no Mundo Espiritual, por dois anos, sem revê-lo sequer. Como criticar-lhe a conduta? E por­que hostilizar a menina que o seguia? Não lhe vira as lágrimas de sofrimento, em registrando os sarcasmos do esposo irrefletido e volúvel? Acaso, não conseguia en­xergá-la, ocupando-lhe o lugar junto dele, recolhendo-lhe a dedicação incompleta e herdando as aflições que ela própria atravessara!...
Fantini desfez a pausa e arrancou-a da ligeira elu­cubração, justificando, sensato:
— Evocando as lições de Ribas, concluo de mim para comigo que os nossos instrutores impeliram você, à excursão corrente, para que você aprenda a perdoar e... quem sabe? Talvez que essa moça...
— Talvez o quê? — objetou Evelina, ante as des­maiadas reticências.
— Talvez que essa moça seja a pessoa a quem você deva implorar a graça de ser nova mãe para Túlio. Te­mos estudado temas complexos de paixão e reequilibrio, culpa e reencarnação, induzindo-nos a pensar e pen­...... Por outro lado, Ribas mostrou-nos as necessida­des de Mancini, sem oferecer-nos quaisquer sugestões; no entanto, sabemos que o rapaz está por nossa conta, na presente fase de reajuste, depois de haver perdido o corpo físico pelo tiro de Serpa... Não admite você que Caio deve restituir-lhe a experiência terrena com a devoção e a ternura de um pai? e que melhor ocasião encontrará você, além da de agora, para exercitar os en­sinamentos de Jesus, amando aquela que considera inimiga e transformando-a em instrumento de auxílio, a benefício do homem endividado que você ama?
A companheira compreendeu o alcance de seme­lhantes ponderações e caiu nos braços do amigo, em copioso pranto, exclamando:
— Oh! Ernesto!... Ernesto!...
Alguns instantes mais e um carro despontou da garagem, conduzindo o casal.
Sustando os soluços, Evelina informou ter ouvido que os dois se dirigiriam ao Guarujá.
Enquanto o moço causídico deixava a direção do veículo para atender ao fechamento da casa, Fantini contemplou-lhe a jovem parceira e fêz-se lívido. En­tão, mais profundamente chocado talvez que a senhora Serpa, gaguejou, arrasado de angústia:
— Evelina, Evelina, escute!... Esta moça... esta moça é Vera Celina, minha filha!...

Notas
(1) Rodovia entre as cidades de Santos e São Paulo. — Nota do autor espiritual.
(2) Museu do Ipiranga, em São Paulo. Nota do autor espiritual.

ESTUDO E DIÁLOGO VIRTUAL

1) Como evelina poderia “comunicar-se” com Caio se houvesse entre eles afeição recíproca?
2) Que revelação teve Evelina ao visitar seu antigo lar?
3) O que ajudou Evelina na busca para se reerguer?
4) Por que muitos Espíritos não recebem autorização imediata para visitarem o lar após a desencarnação?
5) Quem era Vera Celina?


Um abraço a todos!
Equipe André Luiz

Conclusão

Centro Virtual de Divulgação e Estudo do Espiritismo – CVDEE

Sala de Estudos André Luiz

Livro em estudo: E a vida continua (Editora FEB)

Autor: Espírito André Luiz, psicografia de Francisco Cândido Xavier

Tema: Capítulo 18 – O retorno

CONCLUSÃO

1) Como evelina poderia “comunicar-se” com Caio se houvesse entre eles afeição recíproca?
Caio mesmo que não tivesse sensibilidade mediúnica para ver Evelina, registraria sua presença pelo pensamento, através de lembranças e afagos.
Isso não ocorreu, pois Caio não mais mantinha afeição por Evelina, do mesmo modo que ela.

2) Que revelação teve Evelina ao visitar seu antigo lar?
Evelina encontra seu antigo marido Caio com outra companheira: Vera Celina.

3) O que ajudou Evelina na busca para se reerguer?
No momento de grande pesar em que Evelina sofre ao ver Caio acompanhado, ela recorre à prece e lembra-se das lições aprendidas na cidade espiritual sobre o desapego afetivo.

4) Por que muitos Espíritos não recebem autorização imediata para visitarem o lar após a desencarnação?
Porque muitas mudanças podem surgir com a desencarnação do Espírito. Torna-se necessário que ele primeiramente se fortaleça aprendendo lições para não se deixar dominar pelo apego, egoísmo, etc. Para Evelina, o tempo de trabalho e aprendizado na cidade espiritual foi fundamental para ela encontrar forças para prosseguir, sem causar prejuízos a Caio e Vera ao descobrir a união.

5) Quem era Vera Celina?
Vera Celina era a filha de Ernesto Fantini.

Um abraço a todos,
Equipe André Luiz